Pitaco de Cinema #3 – Sing Street

sing_street_posterÉ um Pitaco de Cinema, mas poderia também ser de Música. Sing Street é um filme de 2016 que se passa na década de 80.

30 anos depois, histórias que se passam nos anos 80 estão quase se tornando um clichê, mas não é o caso de Sing Street, que conta como pano de fundo a situação caótica da economia da Irlanda, a falência dos modelos familiares e a ruína de um sistema educacional que não ensina nada de útil.

Em meio a isso, Connor (Ferdia Walsh-Peelo), um adolescente de 15 anos, orientado pelo irmão mais velho, organiza os pensamentos com música. As brigas entre os pais (o pai deles é Aidan Gillen, o Mindinho de Game of Thrones), a troca de escola e as dúvidas próprias dessa fase da vida são inspiração para compor.

Ao conhecer Raphina (Lucy Boynton), uma garota misteriosa com pinta de modelo, decide que precisa ter uma banda pra chamar a atenção dela e, mais, ela seria a personagem principal dos videclipes da banda, uma clara inspiração em Rio, de Duran Duran, que deixa Connor e seu irmão Brendan (Jack Reynor) completamente encantados com a junção de imagem e música, uma fórmula certeira dos anos 80 em épocas de MTV.
Logo a banda se forma, com um aviso no mural da escola, procurando músicos dispostos. Mostrando as várias referências do filme, vale lembrar que  o U2 começou exatamente assim na Irlanda.

Eles definem seu estilo como “futurista”, sem amarras no passado, apenas pensando no futuro. Uma postura musical que foge do padrão das músicas dos anos 60 e 70, rejeitando inclusive a influência dos Beatles.

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O filme é um prato cheio para quem curte boa música. The Cure e The Clash estão lá, na trilha sonora e nas referências de estilo. As canções da banda também são muito legais e cheias de referências de bandas como U2, Duran Duran e até A-ha e Spandau Ballet. “The Riddle of The Model” é uma música que eu ouviria à exaustão à época, sem contar no clipe, que de tão amador, é simplesmente sensacional.

Você encontra Sing Street no Netflix. Aproveite!

[+] Vale ler a crítica do Pablo Villaça do Cinema em Cena sobre o filme.

[+] Vale ouvir a trilha sonora do filme aqui.

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