Pitaco de Leitura #2 – O Quinto Beatle

Nunca vou me esquecer da primeira vez que ouvi os Beatles. Eu devia ter uns 5 anos quando Curtindo a Vida Adoidado começou a passar à exaustão na Sessão da Tarde – felizmente, porque o filme é ótimo. A cena de uma parada em Chicago em que as pessoas enlouqueciam com Twist And Shout virou a minha preferida da vida e a música (sim, eu sei, não é originalmente dos Beatles) me fez querer chacoalhar igualzinho a galera subindo e descendo escadas na sequência.

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Adolescente, voltei a procurar o grupo e a partir daí, foi só amor. Em 2014, inclusive, consegui realizar um baita sonho. (pra mim, é baita sim! rs) Fui com meu noivo assistir o show do Paul McCartney em Brasília e posso dizer que isso está nos Top 10 Coisas Bacanudas que aconteceu na minha vida.

Tenho muitas coisas dos Beatles. De quadrinhos enfeitando a casa a quebra-cabeças. Além de diversos livros sobre eles. Um deles é a graphic novel O Quinto Beatle, publicada no Brasil pela Editora Aleph.

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Ela conta a história de Brian Epstein, o empresário inglês que alavancou o grupo ao estrelato internacional. Na verdade, os Beatles só são quem são hoje, 50 anos depois, graças não só ao talento do Fab 4, mas à visão e ousadia de Brian.

O próprio Paul afirmou uma vez que  “Se existiu um quinto Beatle, ele foi o Brian”. A graphic novel no entanto, vai além do trabalho de empresário de Epstein e mostra um sujeito ousado com as escolhas no trabalho, mas com uma vida pessoal confusa.

A graphic novel é uma obra feita a seis mãos, com roteiro de Vivek J. Tiwary e arte de Andrew C. Robinson e Kyle Baker. A sensibilidade na construção do complexo personagem de Brian vem do trabalho harmonioso dos três, que souberam dosar cada passo de Brian, cada fraqueza e cada momento de resignação. A HQ traz aquarelas de Robinson e  participação do premiado Kyle Baker que ilustra de forma bem-humorada a turnê dos Beatles pelas Filipinas, em 1966, que foi um desastre.

Epstein era um homem de vanguarda, criativo e um ser humano incrível, que ajudava as pessoas. No entanto, era solitário, por escolha, e reprimido em uma época em que na Inglaterra havia regras abusivas contra o homossexualismo. Em várias passagens da história, são receitadas a Brian drogas para diminuir seu problema de “tendências íntimas”.

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O Quinto Beatle, ficou quatro semanas consecutivas na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e  recebeu  duas indicações ao Eisner Awards, nas categorias de Melhor Trabalho Baseado na Vida Real e Melhor Pintor/Artista Multimídia, para Andrew C. Robinson.  Além disso, a HQ está sendo adaptada para o cinema.

[+] Vale assistir: Back Beat – Os Cinco Rapazes  de Liverpool

Tem quem diga que Epstein não era o Quinto Beatle, mas sim Stuart Sutcliff, que fez parte da primeira formação da banda, mas desistiu da vida como músico para se dedicar às artes. Também tem uma história bem peculiar e um final triste como o de Brian.

 

 

 

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