Pitaco de Leitura #3 – Meia Noite e Vinte

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Autor, tradutor e ensaísta, Daniel Galera nasceu em São Paulo em 1979 e se criou em Porto Alegre até a vida adulta. Entre 1996 e 2001, Galera publicou textos e ensaios na internet com destaque pro mailzine Cardosonline. Seus romances entregam suas próprias experiências de vida nas nuances de seus personagens em tramas intimistas que se passam em ambientes familiares ao autor, o que se repete no recente Meia-noite e vinte, lançado em 2016 pela Companhia das Letras. O livro trata de um grupo de 4 amigos de Porto Alegre que no final da década de 90 marcou presença no começo da internet discada no Brasil produzindo o fanzine digital Orangotango. O grupo se reencontra fortuitamente em 2014 após a fatalidade do assassinato de um dos fundadores do zine, um jovem e promissor autor e elo de ligação entre os protagonistas.

 A ação se passa durante a greve dos rodoviários em Porto Alegre, meses após os protestos que tomaram o país em 2013 e começaram em São Paulo com a reivindicação popular da manutenção do preço do passe do metrô. A narrativa alterna entre os companheiros do Orangotango: Aurora, Emiliano e Antero e suas reações ao assassinato repentino do amigo Andrei Dukelski. Os anseios e frustrações de toda essa geração são discutidos do ponto de vista de cada um enquanto lidam com a perda do companheiro de fanzine. Os protagonistas são de uma geração que viu uma revolução com o fortalecimento da internet e esperou um fim do mundo que não aconteceu no bug do milênio. Apesar das altas expectativas pro futuro, essa geração venceu a barreira dos 30 anos com uma sensação de frustração que insiste em não passar. Seja no niilismo de Aurora, no imediatismo de Emiliano ou na bohemia vazia de Antero, o leitor que viu a consolidação da “estrada da informação” e hoje também passou os 30 anos vai se identificar com muitas angústias impressas no romance de Daniel Galera.
Depois de conhecer os romances de Galera, a impressão que fica é que a cada tomo ele se aprofunda mais e mais nos conflitos de nossa geração. Do marcante Até o dia em que o cão morreu onde o protagonista é um tradutor frustrado e sem rumo na vida ao Mãos de Cavalo e a construção da identidade do personagem principal ou Barba ensopada de sangue que trouxe um protagonista em conflito com seu passado e em busca de respostas, Meia-noite e vinte é mais uma obra que acaba apresentando um retrato da angústia contemporânea em seus personagens. A identificação do leitor, se não imediata, é fácil e quando menos se espera, nos vemos pensando como os personagens dos romances de Galera. Vale destacar aqui o poder da síntese do autor. O livro, aparentemente curto, tem uma narrativa coesa, direta e intimista. Por menor que pareça edaniel_galeram comparação ao Barba ensopada de sangue, a leitura é densa assim como em seus livros anteriores. Se você conhece Porto Alegre ou São Paulo, espere reconhecer ruas e lugares familiares, espere também encontrar coisas mundanas como marcas familiares, jogos de videogame, músicas e referências que eventualmente despertarão uma sensação de pertencimento a esse mundo de Meia-noite e vinte. O próprio Galera participou de um mailzine, o Cardosonline, uma experiência que provavelmente influenciou o Orangotango, o zine digital de sua ficção como outras tantas que provavelmente entraram nas páginas do livro.
Você deve conhecer o trabalho de Daniel Galera de cabeça aberta, ciente que da mesma forma como Jorge Amado falou da Bahia ou Érico Veríssimo falou do Rio Grande do Sul, Galera fala em seus livros da Porto Alegre em que se criou, de Santa Catarina ou São Paulo onde viveu ou dos lugares que visitou, vide o igualmente recomendável Cordilheira onde ele descreve Buenos Aires em detalhes. E não são apenas os lugares mas também as angústias, as dúvidas e inseguranças contemporâneas. É assim que nascem os grandes autores, em livros intimistas que descrevem com precisão onde viveram e o seu tempo.
[+] Vale ler Até O Dia Que o Cão Morreu, também do Daniel Galera
[+] Vale assistir Cão Sem Dono, a adaptação para o cinema de Até O Dia Que o Cão Morreu, disponível no Now.
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Pitaco de Seriado #1 – Ash vs Evil Dead

ash-vs-evil-deadEvil Dead, terror cult de estreia do diretor Sam Raimi, apresentou ao mundo em 1981 o anti-herói Ash Williams, interpretado por Bruce Campbell. O filme apresentava um grupo de universitários visitando uma cabana abandonada no Tennessee onde encontram o Necronomicon, um livro capaz de invocar demônios que acabam matando e possuindo um a um os visitantes da cabana.

Conhecido no Brasil como Uma noite alucinante, o filme teve duas sequências: Evil Dead II (86) e Army of Darkness (92) que contam as aventuras de Ash contra os desmortos (deadites) evocados pelo Necronomicon. Apesar de todo o gore e terror, os filmes tendem à autoironia e paródia, com Ash sendo mais um anti-herói canastrão que o grande salvador da humanidade. Ele tem uma motosserra no lugar da mão direita, decepada no 2º filme, e carrega uma espingarda na mão esquerda. Seu bordão é “groovy“, algo que ele diz sempre que faz algo “maneiro”, preciso dizer mais?

É com esse espírito que Sam Raimi e Robert Tapert produziram com o canal Starz em 2015 a série Ash vs Evil Dead, dando sequência aos eventos dos filmes originais. O seriado faz referência a elementos de todos os filmes: a cabana, os demônios, o Necronomicon, a mão possuída e até mesmo uma referência velada ao 3º filme quando Ash menciona sua mão de madeira feita por artesãos italianos. Sutilmente ou não, nada é deixado pra trás, nem mesmo o novo filme de 2013 se considerarmos que a cabana é amaldiçoada e pode mesmo ter outro Necronomicon já que no 3º filme os fãs ficam sabendo que foram feitos 3, sem mencionar a cena pós-créditos!

O bacana da série é que Bruce Campbell apresenta Ash como um homem de meia idade que usa uma cinta pra esconder a barriga, pinta o cabelo e ouve hard rock dos anos 80 em seu oldsmobile pra lá de desgastado. Raimi e os produtores não tentam enganar os fãs com maquiagem ou efeitos especiais, Ash não é um cidadão exemplar, bebe, fuma maconha, é misógino e mesmo depois de ter salvo o mundo, não passa de um estoquista em um “K-Mart” da vida. Ele tem uma vida tranquila porém monótona, longe das aventuras do passado. Talvez por isso que sua inconsequência traz de volta os demônios em um momento de pura insensatez, deixando a sugestão de que essa é a única coisa em que ele é bom de verdade, desmembrar possuídos e se meter em encrenca.

Ash conta em sua jornada com a ajuda de Pablo e Kelly, seus fieis escudeiros e a lembrança constante de que Ash não pertence aos dias de hoje, ele é o tiozão maneiro mas nem de longe um exemplo a ser seguido pelos jovens. Em um dado momento, Ash tem uma experiência mística ao consumir ayahuasca e sua visão define bem o personagem e sua época, se essa sequência não te convencer a curtir a série, Ash vs Evil Dead não foi feita pra você. Espere um trilha sonora excepcional, efeitos práticos cheios de sangue de groselha e muitas frases de efeito datadas. Ah, e uma participação muito especial de Lucy Lawless, ela mesma, a Xena do seriado produzido pelos mesmos Raimi e Tapert.

Encare a série como uma Stranger Things voltada aos fãs de filmes trash de terror gore dos anos 80, filmes que até assustavam mas também faziam rir, filmes que Stranger Things até flerta mas não reverencia tanto já que a audiência esperada é bem mais jovem. Ash vs Evil Dead não é o que a audiência de Stranger Things deveria assistir mas com certeza é o seriado que os garotos adorariam assistir. Groovy!

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Você pode acompanhar a 1ª temporada no canal Fox+ ou assistir por streaming no Fox Play. A 2ª temporada acabou de ser exibida no Brasil e nos EUA e uma 3ª temporada já foi confirmada! Groovyx2!!

Pitaco de Cinema #3 – Sing Street

sing_street_posterÉ um Pitaco de Cinema, mas poderia também ser de Música. Sing Street é um filme de 2016 que se passa na década de 80.

30 anos depois, histórias que se passam nos anos 80 estão quase se tornando um clichê, mas não é o caso de Sing Street, que conta como pano de fundo a situação caótica da economia da Irlanda, a falência dos modelos familiares e a ruína de um sistema educacional que não ensina nada de útil.

Em meio a isso, Connor (Ferdia Walsh-Peelo), um adolescente de 15 anos, orientado pelo irmão mais velho, organiza os pensamentos com música. As brigas entre os pais (o pai deles é Aidan Gillen, o Mindinho de Game of Thrones), a troca de escola e as dúvidas próprias dessa fase da vida são inspiração para compor.

Ao conhecer Raphina (Lucy Boynton), uma garota misteriosa com pinta de modelo, decide que precisa ter uma banda pra chamar a atenção dela e, mais, ela seria a personagem principal dos videclipes da banda, uma clara inspiração em Rio, de Duran Duran, que deixa Connor e seu irmão Brendan (Jack Reynor) completamente encantados com a junção de imagem e música, uma fórmula certeira dos anos 80 em épocas de MTV.
Logo a banda se forma, com um aviso no mural da escola, procurando músicos dispostos. Mostrando as várias referências do filme, vale lembrar que  o U2 começou exatamente assim na Irlanda.

Eles definem seu estilo como “futurista”, sem amarras no passado, apenas pensando no futuro. Uma postura musical que foge do padrão das músicas dos anos 60 e 70, rejeitando inclusive a influência dos Beatles.

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O filme é um prato cheio para quem curte boa música. The Cure e The Clash estão lá, na trilha sonora e nas referências de estilo. As canções da banda também são muito legais e cheias de referências de bandas como U2, Duran Duran e até A-ha e Spandau Ballet. “The Riddle of The Model” é uma música que eu ouviria à exaustão à época, sem contar no clipe, que de tão amador, é simplesmente sensacional.

Você encontra Sing Street no Netflix. Aproveite!

[+] Vale ler a crítica do Pablo Villaça do Cinema em Cena sobre o filme.

[+] Vale ouvir a trilha sonora do filme aqui.

Pitaco de Cinema #2 – O Espelho

O cinema russo não é tão conhecido do público brasileiro, especialmente nos tempos da União Soviética. Uma boa pedida é assistir ao filme O Espelho, dirigido por Andrei Tarkovski em 1975.

O filme tem muito da história do próprio diretor na trama que conta a vida de Alexei (Ignat Daniltsev) antes, durante e depois da 2ª Guerra Mundial. O Espelho alterna cenas reais da Guerra Civil Espanhola e seus refugiados, do encontro entre tropas soviéticas e chinesas na fronteira entre os países e outros momentos históricos durante o desenvolvimento da trama.

Quem gosta de autores como Dostoyevsky e Chekov vai apreciar as poesias narradas no filme, versos adaptados da poesia do pai do diretor que lembram muito a escrita destes famosos autores russos. Uma das mais belas sequências do filme (e da história do cinema) é quando a atriz Margarita Terekhova corre rumo ao seu trabalho numa rua estreita. Essa cena mostra uma jovem, que trabalhava com a imprensa estatal, desesperada, correndo rumo ao jornal pra corrigir um erro de impressão e que, diz a lenda sobre a produção do filme, retrata a história real de uma funcionária que, após ter um erro publicado no jornal estatal, foi detida pelo governo e despareceu.

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O Espelho é composto de várias tomadas contínuas, lentas, bela e precisamente pensadas como a tomada que mostra o incêndio do galpão na parte final do filme.

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Tarkovski é mais reconhecido no ocidente por Solaris e Stalker, mas considero O Espelho o momento em que ele expõe o máximo de sua capacidade artística em filme. Um diretor admirado por grandes mestres como Ingmar Bergman deve ser conhecido pelo público cinéfilo.

Pode ser um filme lento pro ritmo de hoje mas vale ser visto.

Você encontra O Espelho e outros filmes de Tarkovski no box A Arte de Andrei Tarkovski e Solaris, ambos lançados no Brasil pela Versátil Home Video.

por Daniel Rockenbach

Pitaco de Leitura #2 – O Quinto Beatle

Nunca vou me esquecer da primeira vez que ouvi os Beatles. Eu devia ter uns 5 anos quando Curtindo a Vida Adoidado começou a passar à exaustão na Sessão da Tarde – felizmente, porque o filme é ótimo. A cena de uma parada em Chicago em que as pessoas enlouqueciam com Twist And Shout virou a minha preferida da vida e a música (sim, eu sei, não é originalmente dos Beatles) me fez querer chacoalhar igualzinho a galera subindo e descendo escadas na sequência.

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Adolescente, voltei a procurar o grupo e a partir daí, foi só amor. Em 2014, inclusive, consegui realizar um baita sonho. (pra mim, é baita sim! rs) Fui com meu noivo assistir o show do Paul McCartney em Brasília e posso dizer que isso está nos Top 10 Coisas Bacanudas que aconteceu na minha vida.

Tenho muitas coisas dos Beatles. De quadrinhos enfeitando a casa a quebra-cabeças. Além de diversos livros sobre eles. Um deles é a graphic novel O Quinto Beatle, publicada no Brasil pela Editora Aleph.

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Ela conta a história de Brian Epstein, o empresário inglês que alavancou o grupo ao estrelato internacional. Na verdade, os Beatles só são quem são hoje, 50 anos depois, graças não só ao talento do Fab 4, mas à visão e ousadia de Brian.

O próprio Paul afirmou uma vez que  “Se existiu um quinto Beatle, ele foi o Brian”. A graphic novel no entanto, vai além do trabalho de empresário de Epstein e mostra um sujeito ousado com as escolhas no trabalho, mas com uma vida pessoal confusa.

A graphic novel é uma obra feita a seis mãos, com roteiro de Vivek J. Tiwary e arte de Andrew C. Robinson e Kyle Baker. A sensibilidade na construção do complexo personagem de Brian vem do trabalho harmonioso dos três, que souberam dosar cada passo de Brian, cada fraqueza e cada momento de resignação. A HQ traz aquarelas de Robinson e  participação do premiado Kyle Baker que ilustra de forma bem-humorada a turnê dos Beatles pelas Filipinas, em 1966, que foi um desastre.

Epstein era um homem de vanguarda, criativo e um ser humano incrível, que ajudava as pessoas. No entanto, era solitário, por escolha, e reprimido em uma época em que na Inglaterra havia regras abusivas contra o homossexualismo. Em várias passagens da história, são receitadas a Brian drogas para diminuir seu problema de “tendências íntimas”.

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O Quinto Beatle, ficou quatro semanas consecutivas na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e  recebeu  duas indicações ao Eisner Awards, nas categorias de Melhor Trabalho Baseado na Vida Real e Melhor Pintor/Artista Multimídia, para Andrew C. Robinson.  Além disso, a HQ está sendo adaptada para o cinema.

[+] Vale assistir: Back Beat – Os Cinco Rapazes  de Liverpool

Tem quem diga que Epstein não era o Quinto Beatle, mas sim Stuart Sutcliff, que fez parte da primeira formação da banda, mas desistiu da vida como músico para se dedicar às artes. Também tem uma história bem peculiar e um final triste como o de Brian.

 

 

 

Pitaco de Organização #1 – 5 Planners 2017 para imprimir

Agendas e planners são ótimas ferramentas para organizar a rotina. E com tanta coisa pra se preocupar, haja planejamento.

Encontramos na internet para download na faixa (grátis, gratuito, 0800) diversos tipos de planners: para o trabalhado, estudos, gastos e até para atividades de casa, como supermercado e limpeza. Seguem os que mais curtimos:

  1. O planner lindo e turquesa do blog Subexplicado.
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crédito: blog Subexplicado

2. O planner completão do blog Na Estante, por Michella Souza

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crédito: blog Na Estante

3.  Esse que tem até aba de Filmes, Livros e Projetos para o ano, do blog Gaveta Mix

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crédito: blog Gaveta Mix

4. Pra quem quer organizar tudo, até a rotina tem casa, tem esse lindão do blog 3 Marias

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crédito: Blog 3 Marias

5. Esse planner que te ajuda também a controlar os gastos, do blog Casinha Arrumada

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crédito: blog Casinha Arrumada

Existem vários tipos de planners por aí.

Vale super uma busca na Internet por um que se encaixe bem às suas necessidades.

por Evelise Couto

Pitaco de Animação#1 – Irmão do Jorel

irmao_do_jorel_poseEm um dia qualquer zapeando pela TV a cabo sem sucesso no que assistir, acabei parando no Cartoon Network. Na tela, um cara fodão, herói canastrão chamado Steve MAGAL me fez ficar um pouco mais na atração. “MAGAL???? Não é possível! kkkkk Isso deve ser coisa de brasileiro!”

E era mesmo! Irmão do Jorel é uma produção nacional criada por Juliano Enrico (lembra dos últimos dias da MTV? Ele estava lá!), coproduzida pela Cartoon e o Copa Studio. A série foi vencedora de um pitching promovido pelo canal em 2009 para produzir novas animações brasileiras.

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Juliano Enrico e Daniel Furlan no Último Programa do Mundo, na MTV. Daniel também participa da produção do desenho, além de participar dos projetos Amada Foca e TV Quase.

Em 2014 estreou no Cartoon, sendo a primeira série de animação original do canal produzida no Brasil e na América Latina.

A história mostra um menino fofo, engraçadinho e doce chamado… Irmão do Jorel. Sim, o pobre não tem nome, ou ao menos ninguém parece saber. O mistério em torno do seu nome, no entanto, é o menor dos detalhes do enredo. O garoto é irmão do menino mais popular da cidade, o Jorel (sacou?) e do Nico. A família é muito engraçada, com destaque para as avós Juju e Gigi. Eu adoro também o pai Edson, que é bem, digamos, excêntrico.

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A família e seus animais de estimação. Sim, tem um pato também.

Os episódios trazem aventuras muito surreais e divertidamente sem sentido, além de diversas referências aos anos 80 e 90, principalmente no que diz respeito ao dia a dia familiar e escolar. Dos hábitos, à maneira de se vestir e até a programação de TV você consegue enxergar muito do que se passou naquela época. Um exemplo bacana é o cachorro que vira o dragão do filme História Sem Fim e o episódio da caneta de 250 cores.

Irmão do Jorel está em sua segunda temporada e é exibido pelo Cartoon Network.

É possível também assistir a todos os episódios pelo Youtube, no canal Irmão do Jorel.

[+] MAIS: vale ler o texto de Thiago Cardim sobre a animação.

por Evelise Couto